Design Thinking para empresas emergentes e startups

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No mundo em que vivemos onde a competitividade e a corrida por fazer diferente está cada vez mais acirrada, aprender novas maneiras de fazer negócios de forma inovadora torna-se essencial para uma empresa já estabelecida ou uma startup. Vivemos em um momento em que empresas e pessoas têm sede por inovação. Inovação tornou-se uma das palavras mais utilizadas em cursos e palestras. Atualmente está na moda montar áreas de inovação nas empresas ou startups.

Não é necessário colocar muitos fatos aqui para explicar porque entramos nessa corrida por inovação. Basta olhar ao nosso redor e perceber todo tipo de produto ou serviço ao nosso alcance. Em sua grande maioria são todos iguais. De televisões à carros, de bancos à padarias. Poucos se destacam em meio a multidão.

Quero chamar a atenção aqui para uma das abordagens que acredito que realmente pode ajudar a tirar as idéias do papel e experimentá-las por meio de protótipos.

Uma abordagem que começa a ganhar força nas escolas de negócios e nas empresas e que é centrada em valores humanos.

O nome dessa abordagem é o Design Thinking, uma abordagem prática para solução de problemas complexos por meio da empatia, colaboração e experimentação.

Mas você deve estar se perguntando por que design ou o que o pensamento do design tem a ver com fazer diferente?! Eu respondo, tudo!

Tudo ao nosso redor é projetado por alguém para alguém. É aí quem entra o design, design do inglês significa projetar… e quando se projeta, projeta algo para alguém. Até um artista mais individual projeta para si mesmo, projeta para seu alter ego (alguém). Contudo existe a natureza, os animais e seres humanos que foram naturalmente evoluindo com o mundo. Mas mesmo assim ainda há iniciativas para se projetar seres humanos, animais e plantas melhores. O design entra aqui como uma ótima abordagem para se projetar soluções que realmente façam sentido para as pessoas, para as startups, empresas consolidadas ou até para a sociedade. Veja ao seu redor, do computador que está lendo este artigo a cadeira que está sentado. Foi projetado por alguém para alguém! Observe as coisas ao seu redor, desde carros à cidades, será que estas foram projetads pensando em nós como usuários dessas soluções?!

Neste momento é que entra o Design Thinking. A partir da empatia, buscamos entender a fundo e sentir na pele o que é projetar algo para alguém. Quando mergulhamos na vida das pessoas para criar alguma solução, buscamos sentir na pele o que aquela pessoa ou aquele grupo está enfrentando. Após esse mergulho, é natural do ser humano querer colaborar para melhorar a vida do outro. Então surgem milhares de possibilidades criativas para projetar algo para alguém que faça sentido. Contanto, para fazer real sentido para aquele público pesquisado precisamos experimentar (testar). Neste etapa, criamos protótipos de produtos, serviços ou até de modelo de negócios para testar com nossos usuários e cocriar com eles a possibilidade daquele “caminho” de solução. Costumo dizer que os protótipos devem ser sujos, baratos e rápidos. Não são os protótipos das montadoras ou maquetes das construtoras. São pequenas tangibilizações que nos ajudam a evoluir de forma rápida com nosso público alvo e não gastar tubos e tubos de dinheiro para montar um negócio ou um projeto de inovação. O design thinking acelera os processos de inovação porque é um processo iterativo. Ao longo da criação daquela proposta de valor, aprendemos constantemente e somamos os feedbacks ao nosso caminho escolhido, o que altera de forma direta nossa solução. Por isso protótipos sujos, baratos e rápidos.

Existem muitos cursos e palestras sobre como gerar novos modelos de negócios mas são esquecidas peças fundamentais para criar um modelo de negócio sustentável. De nada adianta pensar em cima do canvas, grudar post it e achar que seu negócio está pronto.

O design thinking ajuda a compreender como sua proposta de valor pode chegar de forma mais rápida no mercado. Antes de qualquer canvas de modelo de negócios precisamos colocar em campo, na vida real, a proposta de valor. Se a proposta de valor não for testada ou iterada constantemente com o cliente, de nada adianta um canvas perfeito.

Empresas emergentes ou startups quando lançadas e iteradas constantemente com o mercado, ganham força e se tornam robustas em meio a multidão. Minha dica é pegue sua ideia e apresente da forma mais simples possível ao mercado. Ouça os feedbacks, itere e apresente de novo. Esse ciclo ira acelerar sua entrada no mercado e você não precisará ficar pensando em milhões de dólares para montar seu negócio.

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ricardoruffo (have 3 posts in total)

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